A autoajuda matou a literatura no Brasil e a culpa é das editoras
 



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A autoajuda matou a literatura no Brasil e a culpa é das editoras

Edson Aran, em Revista Bula


O Twitter é a rede social mais tóxica que existe. Antigamente era um lugar legal onde as pessoas publicavam aforismos e haikais. Hoje é só cancelamento e agressão. Comentei outro dia no Twitter reportagem do “Estadão” sobre a lista de livros mais vendidos no Brasil. É só autoajuda de cima abaixo. Escrevi: “O país de Machado de Assis virou um deserto de homens e ideias. E a culpa é das editoras”.

Foi o que bastou para quatro dias de ofensas e discussões. Alguns argumentaram que a culpa não é das editoras, mas sim da sociedade, o que me lembrou um antigo esquete do Monty Python. Policiais invadem uma casa em busca de um assassino e o cara confessa: “Fui eu que matei, mas a culpa é da sociedade!”. E o policial responde: “Muito bem, prendam a sociedade!”. Todos os personagens são presos, menos o criminoso.

Culpar a sociedade é sinônimo para “o problema não é meu”. Editoras precisam fazer dinheiro, eu entendo. Mas o livro de autoajuda não forma leitores. O cara que leva pra casa o fabuloso “Fique bilionário apenas com o poder da mente” não vai comprar nenhum livro depois desse. Se funcionar, ele pode sair por aí ostentando fortuna e ignorância. Se não funcionar, ele vai achar que livro não serve para nada além de calço pra mesa bamba.


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