Convide-19

por Cláudia de Villar

Nesses tempos bicudos, em que a população se vê à mercê de notícias, pronunciamentos, discórdias, confinamento e pandemia, as ações nossas de cada dia se veem aprisionadas. Um simples pão com manteiga com um café pingado na esquina virou vilão. Os toques e retoques ficaram no pretérito e o povo brasileiro, tão afetivo em suas relações, se tornou frio e desconfiado. Onde estará o nosso socorro, o nosso perdão? Convide dezenove.

Faça isso. Ponha a sua memória a funcionar. Lembre e relembre de parágrafos, páginas, livros inteiros que te colocaram para cima. Lembre-se daquela obra literária que você leu há algum tempo ou há pouco tempo que te deixou feliz. Agora é a hora. Convide dezenove pessoas do seu relacionamento a lê-la. Recomendem narrativas, poesias, crônicas, suspenses, romances curtos, longos, tanto faz, pois o importante é não deixar o apavoramento tomar conta nesse momento. Recomende aquele livro de aventura aos jovens aventureiros, de repente pode fazer um link com o que estamos todos vivendo. Recomende paixão, ternura, liberdade e sorrisos.

Convide dezenove avós a lerem, dezenove pais de família, mães temerosas, convide dezenove netos a lerem para seus avós e enviarem pela mídia. Sejamos propagadores da boa nova e não da tempestade. Pois de tempestade e nuvens carregadas de medo já estamos com a cota completa. Eis que é hora para sermos multiplicadores de paz e não de ódio.

Convide dezenove pessoas a terem esperança, força, fé e que nesse momento, o reencontro com a casa interior do nosso ser seja um momento de felicidade, de redescobertas, de sossego e menos medo. Portanto, convide-19 criaturas a lerem e que essas dezenove criaturas convidem mais dezenove pessoas. Sejamos recrutadores do bom tempo e não da má notícia.

 

 

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