Triste fim ou final feliz?

por Cláudia de Villar

Uma das fases mais difíceis de um relacionamento é a fase final. Quando se esgotam as expectativas, as tentativas, as experiências, dar um ponto final exige sabedoria (ou loucura, talvez), tato e coragem. O final é pensado e repensado. A sua forma de acontecer, as palavras a serem utilizadas, o local em que ocorrerá o desfecho é arquitetado com antecedência.

Da mesma forma que acontece em relacionamentos pessoais se dá na vida do “pobre” escritor ao ter que decidir em como ele dará o fechamento de sua narrativa ou seu poema. Embora alguns já tenham uma vaga ideia de como irá terminar sua produção escrita, ou que vá tendo durante a criação de sua historinha, uma noção ou uma intenção de um desfecho, sempre há a interferência de uma nova possibilidade. E agora, como terminar? Seria interessante um triste fim ou um final feliz?

Sendo assim, o escritor pondera entre manter o “seu final” já pré-estabelecido, modificar completamente as suas últimas palavras ou escutar a opinião de terceiros e dar o fim que ele não queria. Nesta etapa final, a lucidez e a emoção duelam entre si. Qual final envolveria mais o público, qual agradaria a sua mãezinha ou qual daria mais lucro?

Por fim, entre o triste fim e o final feliz, vagueiam as dúvidas, as certezas, os medos e o pânico. Afinal, ninguém tem, na hora de colocar o ponto final, a certeza do que os leitores pensarão sobre o SEU final.

 

 

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