O livro ainda é um Bicho-Papão

por Cláudia de Villar

Infelizmente, o livro ainda é um Bicho-Papão para a maioria das pessoas. Afinal, basta olhar em volta e veremos o quanto as pessoas estão escrevendo e lendo. Porém, esta leitura não está voltada aos livros, mas às redes sociais. O BUM das redes sociais nos aponta um crescimento absurdo na prática da escrita e leitura, nos mostrando que as pessoas não são avessas à leitura ou à escrita, mas sim torcem o nariz para os livros. Por que isto acontece? Por que livrarias estão fechando enquanto as pessoas demonstram uma afinidade enorme com a leitura?

Talvez esta resposta não se resuma em apenas um único fato. Talvez esta escrita mais despojada e sem o ranço da obrigatoriedade da forma correta de produção textual faça com que os indivíduos se sintam convidados à escrita..

Sabemos que uma grande parcela dos indivíduos são apresentados aos livros somente nas escolas, faltando a parcela, importantíssima da influência familiar na aquisição do hábito de ler. No ambiente familiar a leitura tem um ar de descontração, felicidade, prazer, mas no âmbito escolar, a leitura carrega a carga da obrigatoriedade, a nota no final do trimestre ou semestre pela leitura, o resuma, a resenha e a famigerada redação a partir de leituras.

Desta forma, as pessoas se jogam tanto nas leituras e escritas sem a obrigatoriedade do politicamente correto e se afastam dos livros e suas lembranças dos bancos escolares. Portanto, é preciso que a leitura nas escolas esteja presente em momentos mais descontraídos e sejam lançadas propostas de ler por ler, sem a nota final. Quem sabe, este seja um caminho para que a leitura perca o estigma do Bicho-Papão das vidas das pessoas.

 

 

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