Poesias
Busca turra
Marcel Ollivê
Às vezes a alma turva, e a gente se empurra
E cai dormindo e desdormindo sobre o abismo
A sanidade alucinada, se dobrando ao niilismo
Engole crua a busca turra
Menos mais tarde
O espírito em levante
Se repuxa ofegante
E com extremo alarde
Retorna
Contorna
Sacode
Eclode
Com autêntica sobriedade
Respira em disparada
O corpo se desdobra, da aurora para a alvorada
E levanta com majestade
Unindo ao espírito com bravura
Retoma a capacidade
Acorda, em lapso de normalidade
Quase vence a loucura
A vida continua
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